guia 3
cronograma
de feed
os 31 dias com título, direção de imagem, referência, legenda e roteiro completo de gravação.
#OuroMinas #OuroMinasHotel #30AnosOuroMinas #10957Noites #BeloHorizonte #DolceByWyndham #HotelBH
como usar este cronograma
cada dia tem tudo
título, direção de imagem, referência visual, legenda pronta pra copiar e o roteiro completo de gravação. os carrosséis trazem ainda o texto slide a slide.
o que está entre colchetes
é dado que o hotel ainda precisa confirmar. cada colchete tem um item correspondente no checklist da guia 6.
os roteiros são um ponto de partida
cenário, trilha e decupagem estão definidos. o que a pessoa fala na frente da câmera, não — nas entrevistas, o que vale são as perguntas.
o que muda no dia
se a luz, o clima ou a pessoa mudarem o plano, mude. o roteiro existe pra ninguém chegar sem saber o que filmar, não pra amarrar a gravação.
as quatro diárias de gravação cobrem 21 dias de conteúdo. os roteiros estão agrupados por diária na guia 6 — quem for gravar precisa levar o roteiro dos quatro ou cinco dias daquela diária, não de um dia só.
os números da casa
o hotel ainda não mandou os números oficiais. abaixo estão estimativas calculadas a partir do que já se sabe — 346 apartamentos, 10.957 noites, 60% de ocupação média. servem pra fechar a arte agora e trocar por dado real depois. nenhum deles vai ao ar sem confirmação.
≈ 3 milhões
hóspedes em 30 anos
346 apartamentos × 10.957 noites = 3,79 milhões de apartamento-noites. a 60% de ocupação média e 1,35 hóspede por apartamento, dá cerca de 3 milhões.
≈ 2,3 milhões
camas arrumadas
as mesmas 2,27 milhões de apartamento-noites vendidas. uma cama arrumada por noite ocupada.
≈ 3 milhões
cafés da manhã servidos
um por hóspede por noite. acompanha o número de hóspedes.
≈ 15 mil
eventos
20 espaços, com média de dez eventos por semana ao longo de 30 anos. os primeiros anos puxam a média pra baixo, os últimos pra cima.
≈ 1.200
casamentos
cerca de 40 por ano, em três décadas. este é o número que o hotel mais provavelmente tem registrado de verdade.
≈ 400
times de futebol
o Mineirão fica a minutos daqui. entre 10 e 15 concentrações por ano, em 30 anos.
as três primeiras contas são sólidas. hóspedes, camas e cafés saem de 346 apartamentos e 10.957 noites, e só dependem da taxa de ocupação média — se o hotel disser a ocupação real dos 30 anos, elas ficam precisas em cinco minutos. eventos, casamentos e times são chute educado e precisam vir do hotel. o item acervo-08 do checklist é exatamente isso.
0 de 31 publicados
o mês inteiro
cada cor é um movimento da campanha. clique num dia pra ir direto pro conteúdo dele.
setembro de 2026
outubro de 2026
a casa
15 a 21 de setembro · 7 noites
de onde veio. estabelece a autoridade histórica antes de qualquer outra coisa.
15.09
terça
o manifesto
Érica em vídeo, texto completo. fachada com os 25 andares atrás ou lobby em operação. acervo antigo até 'a cidade acabou crescendo pra cá', casa de hoje daí em diante.
a preencher
Hoje o Ouro Minas começa a contar uma história que já dura 10.957 noites. Trinta anos é um jeito preguiçoso de medir um hotel. A gente prefere contar em noites — porque noite é o que a gente vende, e é o que as pessoas levam embora. De 15 de setembro a 15 de outubro, vamos recuperar uma noite por dia. A do casamento no salão. A da turma que se formou. A de quem só queria dormir bem depois de um dia difícil. Érica Drumond abre a série contando como o pai dela escolheu uma avenida que, em 1996, ainda não era nada. Fica com a gente. São 31 noites até lá.
abre sozinho. nada mais concorre com ele neste dia.
▸roteiro de gravação
lobby em operação no fim da tarde, com movimento real de hóspedes atrás dela. alternativa: calçada em frente à fachada, com os 25 andares subindo no enquadramento. nunca sala de reunião, nunca fundo neutro — o prédio é personagem.
entra só depois de 'a cidade acabou crescendo pra cá'. piano seco, sem percussão, volume baixo o suficiente pra não competir com a voz. os primeiros 40 segundos ganham em ser quase sem música.
conversa, não discurso. a Érica está falando com uma pessoa, não com uma plateia. os números ela precisa dizer de cor, não ler. se gaguejar numa frase e a emoção estiver certa, fica. teleprompter fora do quadro, nunca no eixo do olhar. gravar duas tomadas inteiras e escolher, em vez de montar frase a frase.
| tempo | imagem | áudio |
|---|---|---|
| 0:00–0:15 | fachada de baixo pra cima, os 25 andares entrando no quadro. corte pra Érica em plano médio | Meu pai abriu este hotel num 15 de outubro, em 1996. |
| 0:15–0:35 | acervo: Cristiano Machado em 1996. corte duro pra mesma avenida hoje | A Cristiano Machado era outra coisa naquela época. Teve gente que achou que ele tinha escolhido errado o lugar, e a cidade acabou crescendo pra cá. |
| 0:35–0:55 | Érica em plano mais fechado. o número aparece grande na tela | De lá pra cá foram dez mil, novecentas e cinquenta e sete noites. Eu fui contar, é esse o número. |
| 0:55–1:10 | corredor, cama sendo arrumada, café sendo servido — cortes rápidos | Hotel não se mede em ano, se mede em noite, porque noite é o que a gente vende e é o que as pessoas levam embora. |
| 1:10–1:30 | salão montado pra casamento, formatura, sala de reunião. depois um quarto vazio e silencioso | Nenhuma delas foi igual à outra. Em algumas aconteceu coisa grande. Na maioria foi só uma pessoa cansada querendo dormir bem, o que também não é pouca coisa. |
| 1:30–1:45 | cozinha de madrugada, recepção à noite, equipe trabalhando | O que todas têm em comum é que sempre teve alguém acordado por elas. |
| 1:45–2:00 | Érica parada, plano fixo, sem corte. deixar o silêncio depois da frase | Eu saí daqui e voltei. Trabalhei fora, quis fazer outra coisa, e voltei. Hotel bom tem em muito lugar. Deste aqui só tem um. |
16.09
quarta
10.957 noites
o número como protagonista gráfico. de onde ele vem, por que hotel se conta em noite e o que vai acontecer nos próximos 30 dias.
a preencher
10.957. Esse é o número exato de noites entre 15 de outubro de 1996 e 15 de outubro de 2026. A gente foi contar. Deu isso. Em cada uma delas teve alguém arrumando uma cama, acendendo um forno, atendendo um telefone às três da manhã. E teve alguém dormindo — pela primeira vez, pela última, ou por mais uma. São cerca de 3 milhões de hóspedes. Mais de 15 mil eventos. Centenas de times que dormiram aqui antes de jogar. E uma cidade que cresceu em volta. Nos próximos 30 dias, contamos 30 dessas noites. Uma por dia, até 15 de outubro. Salva esse post pra acompanhar a contagem.
fixar no topo do perfil até 15/10.
▸texto dos slides · 10 slides
10.957
noites
o número ocupando quase a peça inteira. a palavra 'noites' bem pequena embaixo. sem mais nada.
esse é o número
de noites entre 15 de outubro de 1996 e 15 de outubro de 2026.
a gente foi contar
deu isso.
hotel não se mede em ano
se mede em noite. porque noite é o que a gente vende, e é o que as pessoas levam embora.
≈ 3 milhões
de hóspedes em trinta anos.
estimativa calculada, não número oficial. conferir com o hotel antes de publicar — item acervo-08 do checklist.
≈ 15 mil
eventos: casamentos, formaturas, congressos, convenções.
estimativa grosseira. este é o número mais frágil dos três — pedir o real.
≈ 400
times que dormiram aqui antes de jogar no Mineirão.
estimativa grosseira. se o hotel não tiver o registro, troque por 'centenas de times' e tire o número.
e uma cidade
que cresceu em volta da gente.
nos próximos 30 dias
a gente conta 30 dessas noites. uma por dia.
até 15 de outubro
salva esse post pra acompanhar a contagem.
slide de fechamento com a assinatura: único desde 1996. se os números reais chegarem antes de 16.09, refazer os slides 5, 6 e 7. se não chegarem, publicar com 'cerca de' e sem número exato nos dois últimos.
17.09
quinta
15 de outubro de 1996
a noite um. foto da inauguração, quem estava lá. convite, cardápio ou recorte de jornal da época, se existirem.
a preencher
A noite número um. 15 de outubro de 1996. [Descrever a abertura com o que o acervo mostrar: quem estava, o que serviram, como foi a primeira noite.] Naquela noite ninguém aqui imaginava que viriam mais 10.956. Se você esteve no Ouro Minas nos anos 90, conta pra gente nos comentários. A gente quer saber.
▸texto dos slides · 8 slides
a noite número um
15 de outubro de 1996.
capa sobre a foto da inauguração.
a primeira noite
[quem estava, como foi a abertura]
preencher com o que o acervo mostrar.
o que se serviu
[o cardápio da noite de abertura]
usar a foto do cardápio de época, se existir.
o convite
[reproduzir o convite original]
foto do documento, sem tratamento pesado. o desgaste do papel é parte do conteúdo.
o que os jornais disseram
[recorte da época]
se não houver recorte, este slide sai.
quem abriu as portas
[a equipe da inauguração]
naquela noite
ninguém aqui imaginava que viriam mais 10.956.
você esteve aqui nos anos 90?
conta pra gente nos comentários. a gente quer saber.
18.09
sexta
a avenida que ainda não era nada
antes e depois da Cristiano Machado, com o prédio subindo no meio. a foto de 1996 ao lado da de hoje.
a preencher
Em 1996, a Cristiano Machado era outra coisa. Teve gente que disse que meu pai tinha escolhido errado o lugar. Que era longe, que ninguém ia até ali. Vinte e cinco andares depois, a cidade cresceu pra cá. A Cidade Administrativa veio catorze anos depois de nós. O shopping, também. O Ouro Minas não seguiu Belo Horizonte. Belo Horizonte é que veio atrás. Arrasta pro lado pra ver o antes e o depois.
o argumento silencioso de pioneirismo: o hotel não seguiu a cidade, a cidade veio atrás.
▸texto dos slides · 8 slides
em 1996
a Cristiano Machado era outra coisa.
capa sobre a foto antiga da avenida.
era assim
[a foto de 1996]
foto de acervo em página inteira, sem texto por cima.
hoje é assim
[a mesma vista, hoje]
mesmo enquadramento da anterior. o corte entre os dois slides é o conteúdo.
teve gente que disse
que ele tinha escolhido errado o lugar. que era longe, que ninguém ia até ali.
vinte e cinco andares
subindo numa avenida que ainda não era nada.
foto da obra.
a Cidade Administrativa
veio catorze anos depois de nós.
o shopping
também.
o Ouro Minas não seguiu Belo Horizonte
Belo Horizonte é que veio atrás.
19.09
sábado
José Décio
Érica conta quem foi o pai e por que ele construiu um hotel desse tamanho ali. retratos de arquivo dele em corte.
a preencher
José Décio Drumond. Ele abriu este hotel em 15 de outubro de 1996 e passou a vida cuidando dele. [Acrescentar o que a Érica contar na gravação: de onde ele veio, por que hotelaria, por que ali.] Hoje quem senta na cadeira dele é a filha. E toda vez que alguém pergunta por que o hotel é do jeito que é, a resposta começa nele. Trinta anos depois, ainda é a casa que ele construiu.
a peça mais emocional do primeiro movimento.
▸roteiro de gravação
um lugar do hotel que tenha a ver com ele — a mesa dele, se ainda existir, ou o lobby que ele desenhou. luz natural, fim de tarde. Érica sentada, não em pé.
cordas suaves, entrada logo no começo e volume constante. é o conteúdo mais emocional do movimento e a trilha pode assumir isso — mas sem crescer no final, que vira novela.
não é homenagem de placa, é filha falando do pai. deixe ela contar do jeito dela e corte depois. faça a pergunta e não interrompa. se ela se emocionar, não corte a câmera — pergunte depois se ela quer manter.
| tempo | imagem | áudio |
|---|---|---|
| 0:00–0:10 | foto de arquivo de José Décio, plano fechado, movimento lento de câmera | silêncio, só trilha |
| 0:10–0:35 | Érica falando, plano médio | quem foi ele, de onde veio, por que hotelaria |
| 0:35–0:55 | acervo: ele na obra, na inauguração, no hotel funcionando | por que ele escolheu aquela avenida |
| 0:55–1:20 | Érica, plano mais fechado | o que ele ensinou sem falar. o que ela vê dele no hotel hoje |
| 1:20–1:30 | lobby hoje, movimento normal. fecha na fachada | Trinta anos depois, ainda é a casa que ele construiu. |
- Quem era o seu pai, pra quem nunca ouviu falar dele?
- De onde ele veio? O que ele fazia antes do hotel?
- Por que hotelaria? Ele já trabalhava com isso ou foi uma virada?
- Por que ele escolheu a Cristiano Machado, num lugar que ninguém queria?
- Qual é a lembrança mais nítida que você tem dele dentro do hotel?
- O que ele te ensinou sem nunca ter falado em voz alta?
- Tem alguma decisão dele que você só entendeu muitos anos depois?
- O que dele ainda está de pé aqui hoje?
- O que você diria pra ele se ele entrasse por essa porta agora?
20.09
domingo
por que Ouro Minas
Belo Horizonte foi erguida em 1897 pra substituir Ouro Preto como capital — construída pra deixar o ouro e as minas pra trás. 129 anos depois, o hotel devolveu as duas palavras à cidade e pôs na fachada.
a preencher
Belo Horizonte foi inventada em 1897 pra ser a capital nova — longe de Ouro Preto, longe do ouro, longe das minas. Cento e vinte e nove anos depois, tem um prédio de vinte e cinco andares no meio dela chamado Ouro Minas. Não foi por acaso. O nome devolveu à cidade as duas palavras que ela tinha deixado pra trás. Aposta a gente que você nunca tinha reparado nisso. Comenta aí.
o melhor conteúdo de curiosidade da campanha inteira. ninguém em BH usa isso.
▸texto dos slides · 9 slides
por que este hotel se chama Ouro Minas
tem uma ironia de 129 anos nesse nome.
capa só com tipografia, sem foto. este carrossel é gráfico do começo ao fim.
Belo Horizonte foi inventada
ela não cresceu sozinha. alguém desenhou ela no papel antes de existir.
em 1897
pra ser a capital nova de Minas.
e pra deixar Ouro Preto pra trás
a capital velha, do ciclo que tinha acabado.
longe do ouro
longe das minas.
dois slides curtos em sequência, quase sem texto, criando ritmo.
cento e vinte e nove anos depois
a preencher
tem um prédio de vinte e cinco andares no meio dela
chamado Ouro Minas.
aqui entra a foto da fachada, a única do carrossel.
não foi por acaso
o nome devolveu à cidade as duas palavras que ela tinha deixado pra trás.
aposto que você nunca reparou nisso
comenta aí se você já sabia.
21.09
segunda
quanto custava uma diária em 1996
choque nostálgico. o valor da época, o que dava pra comprar com ele, o que estava incluso.
a preencher
Em 1996, uma diária no Ouro Minas custava [valor]. [Comparar com o que dava pra comprar com esse dinheiro na época: cinema, gasolina, um almoço.] E já vinha com [o que estava incluso]. Trinta anos, um retrofit e alguns milhões de reais depois, quase nada continua igual — menos a parte de querer que você durma bem. Quanto você achava que era? Chuta nos comentários.
formato leve, alto potencial de comentário.
▸roteiro de gravação
arte gráfica sobre a foto de acervo do folheto ou tabela de preços de 1996. se não houver documento, reconstruir a tabela em arte, com nota de que o valor foi confirmado pelo hotel.
não se aplica
a graça está no contraste. o número de 1996 em corpo grande e o resto pequeno. não corrija o valor pra moeda de hoje na arte — deixe isso pra legenda e pros comentários, que é onde a discussão acontece.
| tempo | imagem | áudio |
|---|---|---|
| peça única | o valor de 1996 em corpo gigante, ocupando metade da peça. embaixo, em corpo pequeno: o que estava incluso | não se aplica |
quem faz
22 a 29 de setembro · 8 noites
tira o holofote da direção e põe em quem sustenta as noites. o hóspede do Ouro Minas já cita funcionário pelo nome nas avaliações, sem ninguém pedir.
22.09
terça
o drink dos 30 anos
Henrique e Érica atrás do balcão do José Café, no fim da tarde, preparando juntos o drink criado para os 30 anos. mãe e filho dividindo a mesma bancada.
a preencher
Tem um drink novo aqui, e ele só existe por causa de uma data. Trinta anos de casa pediam alguma coisa que não dá pra tomar em outro lugar. Quem fez foi essa dupla — que também divide o sobrenome e o mesmo balcão. Sobe no 25º andar e pede. A gente conta o resto pessoalmente.
post já publicado — a legenda e o roteiro abaixo são uma reconstrução e precisam ser substituídos pelo texto que realmente foi ao ar.
▸roteiro de gravação
balcão do José Café & Bar, fim de tarde, cidade desfocada ao fundo. os dois em pé, lado a lado.
algo leve e com groove, sem letra. o som do gelo e da coqueteleira fica por cima da trilha.
não é tutorial e não é entrevista: é os dois fazendo junto e se provocando enquanto fazem. câmera fixa no balcão em plano médio, mais uma câmera na mão pegando detalhe e reação. deixar rodando entre as etapas — a melhor coisa aqui é a relação dos dois, não a receita.
| tempo | imagem | áudio |
|---|---|---|
| 0–5s | close do gelo caindo no copo, as duas mãos entrando em quadro ao mesmo tempo | esse drink não existia até esse ano. |
| 5–25s | os dois montando, com corte a cada ingrediente | eles falam por cima, sem roteiro, explicando o que estão colocando |
| 25–38s | o copo pronto, giro lento, cidade ao fundo | a única regra era: tinha que ter cara de Minas. |
| 38–45s | os dois brindando e rindo | e só tem aqui. |
23.09
quarta
a cozinha acende de madrugada
bastidor da confeitaria antes de o hotel acordar. sem narração, só o som da cozinha. fecha no primeiro café servido.
a preencher
Enquanto o hotel dorme, a cozinha acende. [Horário] da manhã. Ninguém no corredor, ninguém no lobby. Mas o forno já está quente, a massa já está descansando, e o pão que vai pro seu café da manhã já começou. São 10.957 noites de gente acordada pra que ninguém precise acordar. Sobe o som.
▸roteiro de gravação
cozinha e confeitaria no horário real de início da produção — confirmar com o hotel qual é. hotel escuro e vazio no começo, cozinha acesa no meio, primeiro café servido no fim.
nenhuma até a metade. o som real manda: o clique do interruptor, o forno, a batedeira, a faca na bancada. na segunda metade entra uma base instrumental crescente, e o volume do som ambiente diminui.
sem narração e sem ninguém falando com a câmera. é filme, não reportagem. comece pelo escuro: corredor vazio, lobby vazio, cozinha apagada. o primeiro movimento do vídeo tem que ser uma luz acendendo. planos fechados nas mãos e nos ingredientes valem mais que planos abertos da cozinha.
| tempo | imagem | áudio |
|---|---|---|
| 0:00–0:08 | corredor escuro, lobby vazio, relógio marcando a hora | silêncio quase total, só o zumbido do prédio |
| 0:08–0:15 | mão aciona o interruptor. a cozinha acende | o clique, alto e sozinho |
| 0:15–0:30 | forno abrindo, massa sendo aberta, farinha caindo, batedeira girando | som real da cozinha, sem música |
| 0:30–0:45 | os pães entrando e saindo do forno. vapor. bandejas montadas | trilha entra baixa e vai subindo |
| 0:45–0:55 | o buffet sendo montado, ainda sem ninguém | trilha assume |
| 0:55–1:00 | o primeiro hóspede se serve. corte pra preto | corta a trilha de uma vez |
24.09
quinta
o desafio da camareira
arrumar um quarto no menor tempo, com cronômetro na tela.
a preencher
Quanto tempo você acha que leva pra arrumar um quarto? A gente cronometrou. [Nome], da governança, aceitou o desafio: cama, banheiro, enxoval e acabamento, do zero. Chuta nos comentários antes de ver o resultado. Ninguém acerta.
o conteúdo mais leve do movimento e o que mais tende a alcançar fora da base.
▸roteiro de gravação
um apartamento de categoria padrão, desmontado do zero: cama desfeita, toalhas usadas, lixeira cheia. luz do quarto acesa e cortina aberta.
batida rápida e divertida, do tipo que acelera. o corte precisa acompanhar a batida. som ambiente entra em pontos específicos (o lençol estalando, a toalha caindo).
cronômetro na tela do começo ao fim, sem cortar — é a graça toda. uma câmera fixa no quadro geral e uma na mão pra pegar detalhes. NÃO ensaie o quarto antes; a bagunça precisa ser real. peça pra ela explicar em uma frase o truque que ninguém sabe — isso é o que faz salvar.
| tempo | imagem | áudio |
|---|---|---|
| 0:00–0:05 | o quarto desmontado, panorâmica lenta | ela pergunta: 'quanto tempo você acha que leva?' |
| 0:05–0:08 | ela entra no quadro, cronômetro zera e começa | batida entra |
| 0:08–0:35 | sequência acelerada: lençol, fronha, banheiro, toalhas, acabamento | som ambiente pontuando, sem fala |
| 0:35–0:45 | ela dá o toque final e para o cronômetro | batida corta |
| 0:45–0:55 | ela olhando pra câmera, o quarto pronto atrás | o tempo final e o truque que ninguém sabe |
- Quanto tempo você leva pra arrumar um quarto, de verdade?
- Qual é a parte mais difícil?
- Tem algum truque que só quem é da governança sabe?
- Quantos quartos você arruma por dia?
- O que os hóspedes mais deixam bagunçado?
25.09
sexta
carta aberta no aniversário da Érica
a casa falando com quem dirige ela. imagens da Érica trabalhando, gravadas ao longo da campanha, com o texto da carta na tela.
a preencher
Hoje é aniversário de quem dirige essa casa. A Érica cresceu aqui dentro, saiu, foi construir outra coisa e voltou. Quem trabalha com ela sabe que não tem um dia em que ela não esteja olhando pra algum detalhe que ninguém mais reparou. Feliz aniversário, Érica. A casa é sua, mas hoje ela é só pra você.
post já publicado — a legenda e o roteiro abaixo são uma reconstrução e precisam ser substituídos pelo texto que realmente foi ao ar. atenção: é o único post da campanha em que a casa fala na primeira pessoa sobre alguém da família; confirmar com a Érica se ela aprovou o tom antes de arquivar como referência.
▸roteiro de gravação
sem gravação nova: monta-se com imagens dela já captadas durante a campanha — no lobby, no salão, na cozinha, conversando com a equipe.
piano solo, baixo, sem crescer demais. é uma homenagem, não um trailer.
o texto da carta entra na tela, linha por linha, no ritmo da leitura. nenhuma voz. cortes longos, sem pressa — o oposto do ritmo do resto da campanha, de propósito. último quadro: ela de costas atravessando o saguão.
| tempo | imagem | áudio |
|---|---|---|
| 0–8s | ela entrando no saguão, plano aberto, de longe | texto na tela: hoje é aniversário de quem dirige essa casa. |
| 8–25s | planos dela trabalhando: conversando com a equipe, olhando o salão, na cozinha | texto na tela, linha por linha: ela cresceu aqui dentro. saiu. voltou. |
| 25–35s | close nas mãos dela, num detalhe qualquer da operação | texto na tela: e não tem um dia em que ela não veja o que ninguém mais viu. |
| 35–40s | ela de costas, atravessando o saguão | texto na tela: feliz aniversário, Érica. |
26.09
sábado
o prato que só existe aqui
o Filé Ouro Minas do começo ao fim: queijo da Canastra, arroz de ora-pro-nóbis com baru, molho de compota de jabuticaba. plano fechado, cozinha real.
a preencher
Tem um prato que só existe aqui. O Filé Ouro Minas: queijo da Serra da Canastra, arroz de ora-pro-nóbis com baru e molho de compota de jabuticaba. Ele não nasceu assim. [Contar as versões anteriores e o que mudou ao longo dos anos.] Minas inteira num prato só — e ele não sai da carta desde então. Marca quem você traria pra provar.
único sabor · comida foi o conteúdo com mais interações do perfil em agosto. a aposta mais segura do mês.
▸roteiro de gravação
cozinha do Quinto do Ouro em operação, com o chef executando o prato de verdade. bancada limpa, luz quente, fundo escuro pra o prato saltar.
algo com pegada mineira mas moderno — viola com base eletrônica, ou percussão leve. entra desde o começo e sobe no momento do prato montado.
a Duda anotou: mostrar as transformações do prato ao longo dos anos. peça ao chef as versões anteriores e intercale (foto antiga → versão atual) em três momentos. plano fechadíssimo em cada ingrediente antes de ele entrar no prato — o queijo da Canastra, o baru, a jabuticaba. comida se filma de perto. nada de plano aberto de cozinha.
| tempo | imagem | áudio |
|---|---|---|
| 0:00–0:08 | os ingredientes crus, um a um, em plano fechado sobre a bancada | som de faca e de fogo |
| 0:08–0:15 | acervo: a primeira versão do prato, se existir foto | trilha entra |
| 0:15–0:30 | o filé indo pra chapa, o som do selo. o arroz de ora-pro-nóbis sendo finalizado | som real, alto |
| 0:30–0:40 | a compota de jabuticaba caindo no prato em câmera lenta | trilha sobe |
| 0:40–0:50 | o prato sendo montado e girado na bancada | trilha no alto |
| 0:50–1:00 | o prato chegando na mesa, alguém cortando o primeiro pedaço | som do talher, trilha baixando |
27.09
domingo
quem entrou nos anos 90 e nunca mais saiu
a pessoa mais antiga da casa conta o primeiro dia dela e o que mudou. depoimento direto, no posto de trabalho dela.
a preencher
Tem gente aqui que entrou nos anos 90 e nunca mais saiu. [Nome] começou em [ano], quando o hotel tinha [tempo de casa]. Já viu [o que a pessoa contar: mudanças, hóspedes, histórias]. Um hotel não é o prédio. É quem está dentro dele há tempo suficiente pra saber onde fica cada coisa. Marca alguém que também trabalha há muito tempo no mesmo lugar. Isso merece ser dito em voz alta.
se houver alguém de 1996, é a peça mais forte do mês. depende de o hotel dizer quem é.
▸roteiro de gravação
no posto de trabalho da pessoa, com a operação acontecendo em volta — não numa sala isolada. se for da governança, no corredor com o carrinho. se for da cozinha, na cozinha. o ambiente conta metade da história.
nenhuma nos primeiros 20 segundos. depois entra algo morno e discreto, bem baixo. a voz da pessoa é o conteúdo.
candidatos que o hotel indicou: Wellington, Chiquinho, Ivete, Sonia Franca e Mona. peça a data de admissão de cada um antes de escolher — quem tiver mais tempo de casa é quem grava. deixe a pessoa falar errado, rir, se perder. é isso que faz funcionar. NÃO peça pra ela elogiar o hotel; peça pra ela contar.
| tempo | imagem | áudio |
|---|---|---|
| 0:00–0:08 | a pessoa trabalhando, sem olhar pra câmera | som ambiente do trabalho dela |
| 0:08–0:20 | ela olha pra câmera e se apresenta | nome, função e há quanto tempo está na casa |
| 0:20–0:50 | corta entre ela falando e detalhes das mãos dela trabalhando | o primeiro dia. o que ela achou do hotel quando chegou |
| 0:50–1:15 | acervo, se existir foto dela dos anos 90. senão, o hotel hoje | o que mudou nesses anos |
| 1:15–1:30 | plano fixo nela, sorrindo ou séria, do jeito que sair | por que ela ficou |
- Fala seu nome, o que você faz aqui e há quanto tempo.
- Como foi o seu primeiro dia? Você lembra?
- Como era o hotel quando você chegou?
- O que mais mudou de lá pra cá?
- Tem alguma coisa que continua exatamente igual?
- Qual foi o hóspede mais marcante que você já atendeu?
- Tem alguma história que você conta até hoje pra família?
- Você já pensou em sair? O que fez você ficar?
- O que você sente quando passa na frente do prédio no fim de semana?
- O que você diria pra alguém que está entrando aqui hoje?
28.09
segunda
quem dormiu aqui depois do show
Paul McCartney, Ney Matogrosso, Zeca Pagodinho. a noite depois do palco — o que se pede na cozinha às duas da manhã, o andar que se fecha.
a preencher
Depois que o show acaba, alguém precisa dormir. Belo Horizonte recebeu grandes nomes da música nessas três décadas — e várias dessas noites terminaram aqui. [Contar a rotina real: o andar que se fecha, a cozinha que fica de pé até tarde, o pedido das duas da manhã.] Show de verdade é o que acontece depois que as luzes apagam.
▸texto dos slides · 8 slides
depois que o show acaba
alguém precisa dormir.
capa só com tipografia, sobre foto de corredor à noite.
Belo Horizonte recebeu grandes nomes da música
em três décadas. e várias dessas noites terminaram aqui.
o andar se fecha
sem circulação, sem arrumação, sem barulho.
a cozinha fica de pé
porque quem sai de um palco à meia-noite janta à uma da manhã.
o pedido das duas da manhã
[o que costuma ser pedido — confirmar com a equipe]
o silêncio combinado
a equipe do turno da noite trabalha em outro ritmo.
no dia seguinte
o ônibus sai cedo e o andar volta a ser um andar.
show de verdade
é o que acontece depois que as luzes apagam.
29.09
terça
sem publicação neste dia
o conteúdo originalmente previsto para este dia (o prato que só existe aqui) foi publicado em 26.09. o dia ficou sem post de feed.
quem passou
30 de setembro a 7 de outubro · 8 noites
os nomes conhecidos entram misturados com o hóspede comum, de propósito. o famoso abre o alcance, o casal que volta todo aniversário sustenta a emoção.
30.09
quarta
quem levantou esse prédio
Pedro, responsável pela obra, de volta ao hotel que ele ajudou a construir. ele andando pelos espaços que conhece de planta, com fotos da construção na mão.
a preencher
Tem uma decisão de 1989 que explica esse hotel inteiro: vãos livres de 17 metros. É o que permite um salão para duas mil pessoas sem nenhuma coluna no meio. Foi desenhado sete anos antes de a casa abrir — e é por isso que ela virou o endereço de evento da cidade. Hoje o Pedro, que respondeu pela obra, voltou pra andar por ela.
o depoimento mais técnico da campanha, e por isso o mais fácil de errar: o valor está no que só ele sabe, não em elogio ao hotel. cortar qualquer trecho em que ele estiver vendendo a casa.
▸roteiro de gravação
começa no salão vazio, o maior da casa, com ele parado no meio do vão. depois circula: corredor de serviço, subsolo, e termina na fachada, do outro lado da rua. fotos da construção impressas na mão dele.
nenhuma trilha nos primeiros 20 segundos — só o som do salão vazio. entra baixa depois, instrumental, e some no final.
ele não é porta-voz do hotel, é quem construiu. as perguntas devem puxar memória técnica e memória pessoal, nunca opinião sobre o serviço. deixar ele apontar e mostrar com a mão — quem construiu sempre aponta. corte de acervo da obra entra por cima da fala, nunca no lugar dela.
| tempo | imagem | áudio |
|---|---|---|
| 0–10s | ele parado no meio do salão vazio, plano aberto, silêncio | pergunta 1 em texto na tela. resposta esperada: o que existia no terreno antes da obra. |
| 10–30s | foto da construção na mão dele, depois corte de acervo da obra em tela cheia | pergunta 2. a parte técnica e o que deu trabalho. |
| 30–48s | ele apontando o vão do salão, câmera acompanhando o gesto | pergunta 3. os 17 metros e por que isso mudou o que a casa pôde virar. |
| 48–60s | ele do lado de fora, olhando o prédio inteiro de baixo | pergunta 5. o que ele sente ao voltar. termina sem trilha. |
- quando você viu esse terreno pela primeira vez, o que tinha aqui?
- o que foi mais difícil de levantar nesse prédio?
- esses vãos de 17 metros — por que essa decisão?
- tem alguma coisa aqui que só você sabe que existe?
- o que você sente quando entra hoje?
30.09
quarta
a noite do chefe de Estado
o protocolo de uma visita de Estado, contado por dentro: andar fechado, cozinha adaptada, equipe reduzida. o carrossel é sobre o que a casa faz, não sobre quem dormiu nela.
a preencher
Já recebemos chefe de Estado. Quando isso acontece, o hotel inteiro muda de rotina: um andar é fechado, a cozinha trabalha com cardápio aprovado semanas antes, os elevadores são bloqueados e a equipe do andar é escolhida uma a uma. O hóspede quase não percebe nada disso. É esse o ponto. Trinta anos dão pra muita coisa.
ATENÇÃO — o único chefe de Estado com registro público de imprensa hospedado aqui é Fidel Castro, em 1999, durante o congresso da UNE em Belo Horizonte (O Tempo e Estado de Minas). A visita do Imperador do Japão é citada pela casa mas não foi localizada em nenhuma fonte pública: só pode ir ao ar com documento do arquivo do hotel. Patrimônio narrado, nunca endosso à marca. Nenhuma imagem de pessoa pública no carrossel.
▸texto dos slides · 8 slides
já recebemos chefe de Estado
e isso muda tudo dentro de um hotel.
capa só com tipografia. não use imagem de pessoa pública. patrimônio narrado, nunca endosso à marca: o carrossel conta o que o hotel precisou fazer, não o que o hóspede achou. leitura jurídica antes de publicar.
1999
Fidel Castro veio a Belo Horizonte falar num congresso e ficou hospedado aqui. teve um apagão naquela noite, e depois disso a casa passou a ter geração própria.
único caso com registro público de imprensa. se o arquivo do hotel tiver documento de outra visita de Estado, esse slide pode ser trocado — mas só com documento na mão.
o andar inteiro fecha
nenhum outro hóspede circula, nenhuma camareira entra sem autorização.
a cozinha muda
provador, cardápio aprovado com antecedência, ninguém entra sem crachá.
a segurança assume o prédio
elevadores bloqueados, rotas definidas, equipe reduzida ao mínimo.
a equipe é escolhida a dedo
e assina termo antes de entrar no andar.
e depois
a assinatura vai pro Livro de Ouro, e o hotel volta ao normal no dia seguinte.
trinta anos dão pra muita coisa
esta é uma delas.
01.10
quinta
os uniformes de 30 anos
o uniforme de 1996 ao lado do de hoje, nas mesmas funções. se a equipe atual vestir os antigos, vira reel.
a preencher
O uniforme de 1996 e o de hoje, lado a lado. [Descrever as mudanças: tecido, cor, corte, o que sumiu e o que ficou.] Mudou quase tudo em trinta anos. O jeito de receber é a parte que a gente fez questão de não mexer. Qual dos dois você levaria? Comenta.
▸texto dos slides · 8 slides
o uniforme de 1996 e o de hoje
lado a lado.
capa dividida ao meio: metade época, metade hoje.
recepção
[o antes e o depois]
mesma pessoa, mesma pose, dois uniformes — se a equipe atual puder vestir os antigos.
governança
[o antes e o depois]
cozinha
[o antes e o depois]
mensageiro
[o antes e o depois]
confirmar se essa função existia com esse nome em 1996.
o que mudou
o tecido, o corte, a cor. o conforto de quem passa oito horas dentro dele.
o que não mudou
o jeito de receber é a parte que a gente fez questão de não mexer.
qual dos dois você levaria?
comenta aí.
02.10
sexta
o Livro de Ouro
abre o livro físico, folheia, mostra as assinaturas. termina convidando a audiência a assinar a versão digital.
a preencher
Este é o Livro de Ouro do Ouro Minas. Ele guarda a assinatura de quem passou por aqui em trinta anos. Chefe de Estado, cantor, time inteiro na véspera do jogo. E também gente que ninguém conhece e que viveu aqui a noite mais importante da vida. Agora a gente quer a sua. Manda pra gente a sua noite no Ouro Minas — o casamento, a formatura, a primeira viagem, a foto antiga. Vai tudo pro Livro de Ouro digital, e as histórias vão aparecer aqui até 15 de outubro. Manda no direct ou na caixinha dos stories.
transforma a audiência de espectadora em participante e alimenta as histórias que o hotel ainda não levantou.
▸roteiro de gravação
mesa de madeira num canto silencioso do hotel, luz lateral e fundo escuro. o livro fechado no começo do quadro. se o livro for frágil, luvas — e isso até ajuda, porque mostra que é documento.
piano sozinho, entrada no primeiro quadro, volume baixo. sem crescer. o convite do final precisa ser ouvido com clareza.
não pare a câmera em nome de famoso. o valor do vídeo é o livro como objeto e o convite no fim. mostre assinaturas passando, sem legendar quem é quem — quem reconhecer, reconhece. o convite tem que ser dito devagar e uma vez só, olhando pra câmera. voz da Érica em off no miolo, e ela aparece no fim.
| tempo | imagem | áudio |
|---|---|---|
| 0:00–0:10 | o livro fechado. mãos abrindo devagar. plano zenital | som do couro e do papel, sem música ainda |
| 0:10–0:30 | páginas passando, assinaturas em plano fechado, foco raso | voz da Érica em off: o que é este livro e desde quando existe |
| 0:30–0:45 | uma assinatura comum, de alguém que ninguém conhece, em close | off: 'e também gente que ninguém conhece, e que viveu aqui a noite mais importante da vida' |
| 0:45–1:00 | Érica entra no quadro, sentada à mesa com o livro | o convite: manda a sua noite pra gente |
| 1:00–1:15 | o livro sendo fechado. corta pra placa com a instrução | trilha sozinha |
- O que é o Livro de Ouro e desde quando ele existe?
- Quem foi a primeira pessoa a assinar?
- Qual assinatura te emociona mais, e não é a mais famosa?
- Alguém já pediu pra ver o livro?
- Se você pudesse pedir pra uma pessoa assinar hoje, quem seria?
03.10
sábado
a noite antes do jogo
os times que se concentraram no hotel. rotina de concentração, horário de janta, o Mineirão a minutos dali.
a preencher
Antes do jogo, o time dorme aqui. O Mineirão fica a minutos do Ouro Minas, e isso fez desta casa ponto de concentração por três décadas. [Contar a rotina: horário da janta, o cardápio, o silêncio combinado nos corredores, o ônibus saindo.] Torcida de qual time? Diz aí nos comentários.
apelo local altíssimo em BH.
▸roteiro de gravação
duas possibilidades. A ideal: um time real em concentração durante a campanha — a Duda anotou que isso precisa ser alinhado com muita antecedência, e é o item mais frágil do cronograma. A alternativa: reconstituição com o que o hotel faz de verdade — a mesa de concentração montada, o cardápio específico, o andar reservado, o corredor em silêncio.
percussão seca, ritmo de véspera. sem melodia. corta no último quadro.
se não fechar time real até 20.09, mude o plano e avise: dá pra fazer com acervo mais reconstituição, mas precisa ser decidido, não improvisado no dia. NUNCA use escudo, camisa ou marca de clube sem autorização — mostre o hotel se preparando, não o time.
| tempo | imagem | áudio |
|---|---|---|
| 0:00–0:10 | o Mineirão ao longe, visto do hotel. corte pro relógio | ambiente da cidade |
| 0:10–0:22 | a mesa de concentração sendo montada. o cardápio específico | percussão entra |
| 0:22–0:35 | o corredor do andar reservado, placas de silêncio, portas fechadas | percussão continua, som ambiente abafado |
| 0:35–0:48 | acervo, se existir: ônibus, chegada, o time no lobby | percussão sobe |
| 0:48–0:55 | o ônibus saindo pela rampa. corte seco pra preto | corta tudo |
04.10
domingo
o casal que casou aqui e volta todo ano
depoimento no mesmo salão. se existir foto do casamento, entra em corte com a cena de hoje.
a preencher
Roberta e Nelsinho casaram no Ouro Minas. E voltam todo ano. [Contar a história deles: quando foi, como foi, e por que voltam sempre.] Eventos são a maior parte do que a gente faz aqui. Mas o que fica não é o salão montado — é o casal que continua marcando a data no mesmo lugar, anos depois. Você casou aqui? Manda a foto pra gente.
único palco · eventos são 60% do faturamento e casamento é a porta de entrada mais emocional deles.
▸roteiro de gravação
o mesmo salão onde a Roberta e o Nelsinho casaram. de preferência montado, ou pelo menos com a luz do evento acesa. os dois juntos no quadro, sentados, próximos.
nada nos primeiros 15 segundos. depois algo morno, sem ser piegas — evite trilha de casamento.
grave os dois juntos, nunca separados. faça a pergunta e deixe eles se interromperem — casal que está junto há anos se corrige e ri, e é isso que emociona. se existir foto ou vídeo do casamento, faça o corte entre a foto de então e o rosto de hoje no mesmo enquadramento.
| tempo | imagem | áudio |
|---|---|---|
| 0:00–0:12 | acervo: foto do casamento deles no salão | silêncio |
| 0:12–0:30 | os dois hoje, no mesmo salão, mesmo ângulo da foto | quando foi, como foi |
| 0:30–0:55 | corta entre eles falando e detalhes do salão | por que escolheram aqui |
| 0:55–1:15 | os dois olhando um pro outro, plano mais fechado | por que voltam todo ano |
| 1:15–1:30 | salão vazio, luz baixando | trilha sozinha |
- Falem seus nomes e quando vocês casaram aqui.
- Por que vocês escolheram o Ouro Minas?
- Como foi o dia? O que vocês lembram primeiro?
- Teve alguma coisa que deu errado e hoje vocês riem?
- Quem do hotel vocês lembram pelo nome?
- Quando foi que vocês decidiram voltar todo ano?
- O que vocês fazem quando voltam? É sempre igual?
- O que muda em olhar pra esse salão hoje?
- O que vocês diriam pra um casal que está escolhendo onde casar agora?
05.10
segunda
a formatura de 1999, contada por duas amigas
duas amigas sentadas lado a lado, com café na mão e a foto da formatura de 1999 impressa em cima da mesa. a foto antiga entra em quadro nos primeiros segundos e volta no meio.
a preencher
1999. Elas se formaram no mesmo dia, no mesmo salão — e trouxeram a foto de volta pra gente ver. [nome] e [nome] atravessaram aquela porta achando que estavam conquistando o mundo. Quase trinta anos depois, sentaram aqui de novo pra contar como foi. Formatura tem essa coisa: é a última vez que a turma inteira está no mesmo lugar ao mesmo tempo. Marca alguém da sua turma. Vale ver quem ainda lembra.
1min15 é longo para feed: gravar pensando em dois cortes — o de 1min15 para o reel e um de 45s para stories, que termina no bloco do presente. altíssimo compartilhamento: cada uma marca a turma inteira.
▸roteiro de gravação
sofá ou duas poltronas confortáveis, as duas sentadas lado a lado, com xícaras de café na mão. a foto impressa da formatura de 1999 em cima da mesa, ao alcance delas. luz quente, ambiente do hotel reconhecível mas desfocado ao fundo. de apoio: o salão de festas atual, vazio, para os cortes de B-roll.
piano e cordas, suave, entrando baixo no bloco de abertura e crescendo devagar até o abraço final. cortar seco na assinatura.
não entregar frase pronta para elas decorarem. o entrevistador faz a pergunta fora de quadro e elas respondem com as próprias palavras — as falas listadas abaixo são referência do que se espera ouvir, não texto a ser lido. deixar a câmera rodando entre as perguntas: o melhor take quase sempre está na reação de uma enquanto a outra fala. duas câmeras, ou uma fixa em plano conjunto mais uma na mão fechando em cada rosto. a voz do entrevistador não entra no corte final — as perguntas viram texto na tela.
| tempo | imagem | áudio |
|---|---|---|
| 0–8s | corte rápido entre a foto de 1999 em tela cheia e as duas rindo, hoje, no hotel. carimbo '1999' na tela. | pergunta 1 em texto na tela. resposta esperada: o reconhecimento imediato da noite — 'isso foi na nossa formatura, bem aqui'. |
| 8–25s | plano conjunto das duas, cortando para detalhe das mãos segurando a foto. B-roll do salão atual. | pergunta 2. resposta esperada: o que era se formar no Ouro Minas naquela época, a chegada, o salão, a sensação de entrada. |
| 25–45s | fechado em cada rosto, alternando. a outra reagindo em quadro sempre que possível. | pergunta 3. é o bloco mais emocional: o detalhe pequeno — o abraço dos pais na porta, quem serviu, a pista de dança. |
| 45–65s | as duas olhando em volta, plano mais aberto, o hotel de hoje entrando em quadro. | pergunta 4. a virada: o que mudou no prédio e o que não mudou na sensação. |
| 65–75s | as duas se abraçam ou brindam com as xícaras. corte final na foto de 1999 sobre a mesa. | pergunta 5, ou silêncio com trilha. fecha com o texto na tela e a assinatura. |
- o ano era 1999. onde vocês estavam quando essa foto foi tirada?
- qual foi a sensação de entrar aqui pra festa da vida de vocês?
- se fechar os olhos agora, qual é o detalhe que vocês mais lembram daquela noite?
- e como é voltar aqui hoje, quase trinta anos depois?
- o que vocês diriam pras duas que estão nessa foto?
06.10
terça
Barbearia Seu Elias
quem é o Seu Elias e por que a barbearia leva o nome dele. cadeira, navalha, cliente de sempre.
a preencher
A barbearia do Ouro Minas tem nome de gente: Seu Elias. [Contar quem é o Seu Elias e por que a barbearia leva o nome dele.] Num hotel de 346 apartamentos, o que fica na memória de quem se hospeda quase sempre tem nome próprio. Já cortou o cabelo aqui? Conta como foi.
remanejado do movimento quem faz — o conteúdo é de equipe, o dia é de outro movimento. um nome próprio dentro de um hotel é personagem pronto. confirmar se ele é pessoa real em atividade.
▸roteiro de gravação
dentro da barbearia, com a cadeira, o espelho e as ferramentas no quadro. se possível, com um cliente sendo atendido de verdade durante a conversa.
algo com pegada de barbearia — instrumental morno, guitarra ou jazz leve. entra desde o começo, volume baixo.
ATENÇÃO: o hotel ainda não confirmou se o Seu Elias é pessoa real em atividade ou se o nome é homenagem. se ele existir e topar, ele é o protagonista e este roteiro vale. se não, o dia 10 precisa ser substituído — não force um conteúdo sobre um personagem que não existe.
| tempo | imagem | áudio |
|---|---|---|
| 0:00–0:10 | detalhes: navalha, tesoura, a cadeira girando, o letreiro com o nome | som da barbearia |
| 0:10–0:25 | Seu Elias trabalhando, depois olhando pra câmera | quem ele é e há quanto tempo está ali |
| 0:25–0:45 | cliente sendo atendido, conversa acontecendo | por que a barbearia leva o nome dele |
| 0:45–1:00 | plano aberto da barbearia, ele terminando o corte | o que ele mais gosta de fazer ali |
- Fala seu nome e há quanto tempo você trabalha aqui.
- Como você veio parar dentro de um hotel?
- Por que a barbearia tem o seu nome?
- Qual foi o cliente mais inesquecível que sentou nessa cadeira?
- Tem cliente que vem há anos? Quem é o mais antigo?
- O que as pessoas te contam enquanto você corta o cabelo delas?
- O que mudou no jeito de cortar cabelo em trinta anos?
- Você já cortou o cabelo de alguém famoso aqui?
07.10
quarta
o que ficou no quarto
achados e perdidos de 30 anos. os objetos mais improváveis que hóspedes deixaram e nunca voltaram a buscar.
a preencher
Em trinta anos, muita coisa ficou pra trás nos quartos. [Listar os achados mais improváveis do achados e perdidos — os objetos que ninguém nunca voltou a buscar.] Alguns têm dono até hoje. Outros a gente nem imagina como foram parar aqui. Já esqueceu algo num hotel? Confessa nos comentários.
leve, engraçado, muito comentável e barato de produzir.
▸roteiro de gravação
a sala do achados e perdidos, com as prateleiras e as caixas no quadro. mesa neutra na frente pra apoiar os objetos um a um.
leve e curiosa, com pontuação cômica nos cortes. entra desde o começo.
o formato é simples: alguém da equipe tira um objeto de cada vez e comenta em uma frase. quanto mais improvável o objeto, mais pro fim ele entra — guarde o melhor pro último quadro. NÃO mostre documento, foto pessoal, remédio ou qualquer coisa que identifique alguém. se um objeto for identificável, ele fica fora.
| tempo | imagem | áudio |
|---|---|---|
| 0:00–0:08 | a porta da sala abrindo, as prateleiras cheias | trilha entra |
| 0:08–0:40 | sequência: objeto sendo colocado na mesa, comentário de uma frase, corte. de cinco a sete objetos | a pessoa comentando cada um |
| 0:40–0:50 | o objeto mais improvável de todos, revelado devagar | pausa antes do comentário |
| 0:50–1:00 | plano aberto da sala, a porta fechando | trilha fecha |
- Qual é a coisa mais estranha que já ficou num quarto?
- O que as pessoas mais esquecem?
- Alguém já voltou anos depois pra buscar alguma coisa?
- Tem algo aqui que está há muito tempo e ninguém veio buscar?
- O que acontece com o que ninguém busca?
a noite que vem
8 a 15 de outubro · 8 noites
vira do passado pro presente. a única parte do mês que trabalha diretamente os dois focos comerciais: lazer de fim de semana e eventos.
08.10
quinta
novo de novo
o retrofit. trinta milhões, 346 apartamentos refeitos, banheiro em mármore, lobby redesenhado. antes e depois lado a lado.
a preencher
O Ouro Minas ficou novo de novo. Foram trinta milhões de reais, 346 apartamentos refeitos, banheiro em mármore, lobby redesenhado e um Wi-Fi que aguenta um congresso inteiro. Tradição que não vira museu precisa de obra. E a gente fez. Arrasta pro lado pro antes e depois.
a expressão é dos próprios documentos do hotel: tradição que não virou museu.
▸texto dos slides · 8 slides
o Ouro Minas ficou novo de novo
trinta milhões de reais depois.
capa dividida: metade antes, metade depois.
346 apartamentos
refeitos do zero.
o quarto
[antes e depois]
mesmo enquadramento nas duas fotos, sempre.
o banheiro
[antes e depois] · mármore no lugar do revestimento antigo.
o lobby
[antes e depois]
o que não se vê
wi-fi com antena a cada dois apartamentos. aguenta um congresso inteiro conectado.
por que fazer isso
tradição que não vira museu precisa de obra.
e a gente fez
arrasta pro lado de novo e compara.
09.10
sexta
único no continente
o que significa ser o único Dolce by Wyndham da América Latina — 22 unidades no mundo, uma no continente inteiro. mapa como recurso gráfico.
a preencher
De todos os hotéis Dolce by Wyndham do mundo, só um fica na América Latina. É este. A bandeira Dolce é a linha da Wyndham feita para hotéis com estrutura completa de eventos e lazer. São [22] unidades no planeta — Estados Unidos, Europa, Ásia — e uma no nosso continente inteiro. Fica na Cristiano Machado, 4001. Belo Horizonte, Minas Gerais.
verificado no diretório oficial da Wyndham em 28.08.2026. reconfirmar antes de publicar.
▸texto dos slides · 8 slides
de todos os Dolce by Wyndham do mundo
só um fica na América Latina.
capa gráfica, sem foto.
é este
Cristiano Machado, 4001. Belo Horizonte.
foto da fachada.
o que é a bandeira Dolce
a linha da Wyndham para hotéis com estrutura completa de eventos e lazer.
[22] unidades no planeta
a preencher
número verificado no diretório oficial da Wyndham em 28.08.2026. RECONFIRMAR antes de publicar — está no checklist.
Estados Unidos
6 unidades.
mapa com os pontos acendendo por continente, um slide de cada vez.
Europa
14 unidades.
Ásia
1 unidade.
América Latina
uma. e ela fica em Belo Horizonte.
o ponto no mapa sozinho no continente inteiro. é o slide que fecha o argumento.
10.10
sábado
a vista do 25º
o José Café & Bar no último andar, no fim da tarde. Belo Horizonte inteira embaixo. pouca fala, muito plano aberto.
a preencher
O 25º andar tem a melhor hora do dia. O José Café & Bar fica no topo do prédio, e no fim da tarde a cidade inteira aparece embaixo da janela. Não precisa estar hospedado pra subir. Com quem você viria ver esse pôr do sol? Marca aqui.
única vista
▸roteiro de gravação
José Café & Bar, no 25º andar, entre 40 e 20 minutos antes do pôr do sol. bar em operação, com gente, copos, movimento — não vazio.
algo espaçoso e calmo, com respiro. entra no primeiro quadro e vai até o fim, sem corte.
pouca fala, muito plano aberto. o protagonista é a cidade, não o bar. comece por dentro e vá abrindo até a janela. filme o mesmo enquadramento em três momentos da luz, se der tempo, e monte a passagem. evite drone — a vista do 25º já é o ponto de vista, e o drone tira exatamente isso.
| tempo | imagem | áudio |
|---|---|---|
| 0:00–0:08 | elevador subindo, o número dos andares passando | só ambiente |
| 0:08–0:18 | as portas abrem, o bar aparece. copos, mãos, movimento | trilha entra |
| 0:18–0:30 | câmera vai até a janela. a cidade aparece inteira | trilha sustenta |
| 0:30–0:42 | o sol descendo atrás do horizonte de BH, timelapse curto | trilha no alto |
| 0:42–0:50 | as luzes da cidade acendendo. plano fixo | trilha baixando |
11.10
domingo
o hóspede de sempre
o executivo que dorme ali há mais de uma década, sempre no mesmo andar. a recepção que já sabe o pedido dele.
a preencher
Tem hóspede que não é hóspede. É de casa. [Nome] dorme aqui há mais de [X] anos. Sempre no mesmo andar. A recepção já sabe o pedido antes de ele falar. Quem viaja a trabalho sabe: o hotel bom não é o que te impressiona na primeira vez. É o que te reconhece na quadragésima. Você tem um hotel assim? Conta qual.
a sala de reunião foi o terceiro conteúdo com mais interações do perfil em agosto. corporativo engaja aqui.
▸roteiro de gravação
começa na recepção, com ele chegando de verdade e sendo reconhecido. depois no quarto dele — o mesmo andar de sempre, se for o caso.
discreta, corporativa sem ser fria. entra depois dos primeiros 10 segundos.
o ouro deste vídeo é a recepção reconhecendo ele antes de ele falar. combine isso com a equipe e filme a chegada de verdade, sem ensaio visível. peça pro recepcionista dizer o pedido dele antes de ele pedir — se isso acontecer naturalmente na câmera, o vídeo está feito.
| tempo | imagem | áudio |
|---|---|---|
| 0:00–0:12 | ele entrando pela porta, a recepção cumprimentando pelo nome | som ambiente, a conversa real |
| 0:12–0:25 | ele no balcão, o recepcionista já sabendo o andar e o pedido | a conversa acontecendo |
| 0:25–0:45 | ele falando, plano médio, no corredor ou no quarto | há quanto tempo se hospeda aqui, quantas vezes por ano |
| 0:45–1:00 | ele largando a mala, abrindo a cortina, a cidade lá fora | o que faz ele voltar |
- Fala seu nome e há quanto tempo você se hospeda aqui.
- Quantas noites por ano você passa no Ouro Minas?
- Você pede sempre o mesmo andar? Por quê?
- Tem alguém da equipe que já sabe o que você vai pedir?
- O que faz um hotel virar 'o seu hotel'?
- Qual foi a vez que o hotel te surpreendeu?
- Você já se hospedou em outro lugar em BH? O que mudou?
- O que você faz aqui que não faria em outro hotel?
12.10
segunda
os salões
vinte espaços, até duas mil pessoas. time lapse de um salão sendo montado do vazio até o evento pronto.
a preencher
Vinte espaços. Até duas mil pessoas. Congresso, convenção, casamento, formatura. O Ouro Minas monta e desmonta um mundo inteiro por semana, e a maior parte disso acontece enquanto os hóspedes dormem. [Time lapse: o salão vazio virando evento pronto.] Vai fazer um evento em BH? Chama a gente no direct.
único palco · 60% do faturamento do hotel vem daqui. o conteúdo mais comercial do mês.
▸roteiro de gravação
um salão real sendo montado pra um evento real — a data precisa ser confirmada com o hotel. câmera fixa no mesmo ponto do começo ao fim, de preferência do alto.
eletrônica com batida marcada, acompanhando a aceleração do timelapse. quebra no momento em que o evento fica pronto.
um timelapse só, sem corte, é mais forte que dez planos bonitos. trave a câmera e não mexa. o vídeo termina no primeiro convidado entrando — não mostre o evento acontecendo, mostre o instante em que ele está pronto e ainda vazio. esse é o plano que vende salão.
| tempo | imagem | áudio |
|---|---|---|
| 0:00–0:06 | o salão completamente vazio, luz de serviço acesa | silêncio |
| 0:06–0:30 | timelapse: mesas, cadeiras, som, luz, toalhas, centros de mesa | batida entra e acelera |
| 0:30–0:38 | a luz do evento acendendo de uma vez. o salão pronto e vazio | a batida para |
| 0:38–0:48 | as portas abrindo, os primeiros convidados entrando | som ambiente real |
13.10
terça
a segunda geração
Érica, Henrique e Estela na casa hoje. quem cuida do hotel agora e quem vai cuidar depois.
a preencher
Um hotel de família é isso: alguém cresce dentro dele. Érica assumiu a casa que o pai construiu. Henrique e Estela cresceram entre o lobby e a cozinha, e hoje estão aqui. Três gerações no mesmo endereço, em trinta anos. [O que os três contarem sobre isso.]
fecha o arco familiar aberto no dia 05. é o único dia em que os três perfis secundários publicam sobre o mesmo assunto — e o único em que isso é proposital.
▸roteiro de gravação
os três juntos, num lugar do hotel que tenha significado pra família — o lobby, a mesa de sempre, ou o apartamento onde eles ficavam quando crianças. sentados, próximos, sem hierarquia de posição.
familiar, sem melancolia. entra no meio.
grave os três juntos e depois cada um sozinho por dois minutos. o material bom vai sair da conversa entre eles, não das respostas individuais. deixe eles discordarem e se corrigirem. este é o único dia em que os três perfis secundários publicam sobre o mesmo assunto — grave material suficiente pra render quatro peças diferentes.
| tempo | imagem | áudio |
|---|---|---|
| 0:00–0:12 | acervo: foto antiga da família dentro do hotel | silêncio, depois vozes entrando |
| 0:12–0:35 | os três juntos, plano aberto | o que é crescer dentro de um hotel |
| 0:35–0:55 | cada um sozinho, cortes alternados | a memória mais forte de infância aqui |
| 0:55–1:15 | os três de novo, conversando entre si | o que cada um faz aqui hoje |
| 1:15–1:30 | os três andando pelo lobby, de costas. corte pra fachada | trilha sozinha |
- Pra Érica: como é passar pros seus filhos a casa que o seu pai construiu?
- Pro Henrique e pra Estela: qual é a primeira lembrança que vocês têm daqui?
- Onde vocês brincavam quando eram crianças?
- Teve algum lugar do hotel que dava medo?
- Quando vocês entenderam que esse hotel era da família?
- O que vocês faziam aqui que hóspede nenhum pode fazer?
- Érica, o que você quer que eles levem daqui, mesmo que não trabalhem no hotel?
- Henrique e Estela, o que vocês veem no hotel que a mãe de vocês não vê?
- Como vocês imaginam esse lugar daqui a trinta anos?
14.10
quarta
noite 10.956
a véspera. o hotel funcionando como em qualquer outra noite — porque é isso que ele fez dez mil novecentas e cinquenta e seis vezes. curto, quase sem texto.
a preencher
Noite 10.956. Amanhã o Ouro Minas completa trinta anos. Hoje é só mais uma noite — igual às 10.955 que vieram antes. A cozinha vai acender de madrugada. Alguém vai arrumar uma cama. Alguém vai dormir bem. É isso que a gente faz há trinta anos. Amanhã a gente comemora. Hoje a gente trabalha.
▸roteiro de gravação
o hotel numa noite completamente normal, na véspera do aniversário. nada montado, nada decorado, nada de balão ou faixa. exatamente como qualquer outra noite.
quase nada. um som contínuo e baixo. ou silêncio total com som ambiente.
é o vídeo mais curto e mais contido da campanha, e é de propósito. resista à vontade de antecipar a festa. quanto mais banal for a noite mostrada, mais forte fica o dia seguinte. sem texto na tela até o último quadro.
| tempo | imagem | áudio |
|---|---|---|
| 0:00–0:08 | fachada à noite, janelas acesas, trânsito passando | som da rua |
| 0:08–0:18 | recepção atendendo, elevador subindo, cama sendo arrumada | som ambiente |
| 0:18–0:28 | corredor com as portas fechadas. a cozinha ainda acesa lá embaixo | silêncio |
| 0:28–0:35 | tela preta com o número | nada |
15.10
quinta
noite 10.957
o aniversário. o manifesto volta em corte curto, fechado com as noites que a audiência mandou pelo Livro de Ouro ao longo do mês.
a preencher
Noite 10.957. Hoje o Ouro Minas faz trinta anos. Não foi o prédio que fez essa história. Foi quem passou por ele — os hóspedes, a equipe, os casamentos, as formaturas, as reuniões que mudaram carreiras, e as noites comuns em que alguém só precisava dormir. Obrigado por cada uma das 10.957. Amanhã começa a 10.958. Ouro Minas. Único desde 1996.
termina com quem escreveu a história, não com quem a administra.
▸roteiro de gravação
montagem. o corte curto do manifesto da Érica costurado com as memórias que a audiência mandou pelo Livro de Ouro ao longo do mês.
a mesma trilha do dia 01, retomada — é o fechamento do arco. entra no primeiro quadro.
este vídeo só pode ser finalizado no dia 14, porque depende do que chegar. reserve o dia inteiro pra montagem. a regra do fechamento: o vídeo NÃO termina na Érica nem no prédio, termina nas pessoas que mandaram memória. quem escreveu a história aparece por último. se chegarem fotos de casamento e formatura, elas são o fim.
| tempo | imagem | áudio |
|---|---|---|
| 0:00–0:15 | corte curto do manifesto: 'foram dez mil, novecentas e cinquenta e sete noites' | voz da Érica |
| 0:15–0:40 | mosaico das memórias recebidas: fotos antigas, casamentos, formaturas, famílias | trilha assume, sem fala |
| 0:40–0:55 | as fotos vão ficando mais recentes até chegar em hoje | trilha sustenta |
| 0:55–1:10 | Érica, curto: o agradecimento | 'obrigado por cada uma das 10.957' |
| 1:10–1:25 | volta pro mosaico. última imagem é de um hóspede, não da família | trilha fecha |